segunda-feira, 17 de outubro de 2011

AOS MESTRES, COM CARINHO

Gilberto Carlos


Gabriela Rivero em Carrossel

"Professora, porque é que tem que ser assim? Num ano me ensina tudo e n'outro ano te afastam de mim... (Amiga Professora)


Uma data que não poderia deixar passar em branco é o dia dos professores. Quero relembrar os filmes mais conhecidos que falam dos professores, pessoas que são tão importantes na vida de todos nós.

 

Quem não se lembra de Sidney Poitier vivendo um idealista professor inglês em Ao mestre com carinho (1967), que ficou imortalizado também pela bela música tema To sir, with love cantada por Lulu, uma das atrizes do filme? O mesmo Poitier participou da continuação 28 anos depois, Ao mestre com carinho 2 (1995)


Edward James Olmos interpretou um professor boliviano que leciona matemática em um colégio público americano no muy latino O preço do desafio (1988), uma espécie de Ao mestre com carinho dos anos 80, baseado em fatos reais e que deu a Olmos uma indicação ao Oscar.


No ano seguinte Morgan Freeman protagonizou Meu mestre, minha vida (1989), vivendo um professor que retorna 20 anos depois à escola da qual foi demitido, agora para tentar salvá-la de alunos violentos e viciados em crack.


Jerry Lewis deu vida a um professor fraco, feio e desajeitado que inventa uma fórmula que o transforma em um 'boa pinta' em O professor aloprado (1963), que foi refilmado em 1996 com Eddie Murphy e rendeu uma continuação em 2000.


Um tira no jardim de infância (1990) levou Arnold Schwarzenegger para as comédias, como um policial que se disfarça de professor do jardim de infância para proteger a ex-mulher.



Whoopi Goldberg não poderia faltar nessa lista. Ela viveu a cantora de cassino Deloris que se disfarça de freira e ensina as colegas a cantar em Mudança de hábito (1992) e Mudança de hábito 2 (1993) que agora está fazendo grande sucesso na Broadway com outro elenco e apresentação do projeto pela própria Whoopi.



Até Michelle Pfeiffer aparece como uma professora de um bairro prioritariamente negro em Mentes Perigosas (1995), exibido à exaustão pelo SBT.


Betty Faria, Clarisse Abujamra e Irene Stefânia são professoras da rede pública que se defrontam com os problemas sociais da escola em que lecionam em Anjos do Arrabalde (1987) de Carlos Reichenbach.


Julia Roberts viveu duas professoras, primeiramente em O sorriso da Monalisa (2003) e agora em Larry Crowe - O amor está de volta (2011).



Já Robin Willians viveu três professores em Sociedade dos poetas mortos (1989), Gênio indomável (1997) e Patch Adams - O amor é contagioso (1998).



Atualmente está em cartaz nos cinemas brasileiros, Uma professora muito maluquinha (com Paola Oliveira), baseado na obra de Ziraldo e que já havia rendido um telefilme da TVE protagonizado por Letícia Sabatella.



Cameron Diaz veio destruir a boa imagem dos professores ao viver uma mestre preguiçosa e desinteressada em Professora sem classe (2011), onde mostra para os alunos vários dos filmes citados aqui, com a intenção de 'enrolar a aula'.



Além desses, podemos citar ainda Sementes da violência, Subindo por onde se desce, Lição de amor (1975) Mr. Holland - Adorável professor (1995), Professor: Profissão perigo (1996), Nenhum a menos, Ana e o rei, Com mérito, Uma mente brilhante (2001), A professora de piano (2001), O clube do imperador, A voz do coração e centenas de outros, mas o mais interessante é que as histórias são sempre parecidas e mesmo assim sempre conseguem cativar o espectador. Mais uma prova do poder de persuação dos professores e dos atores que os interpretam.


Publicado originalmente no blog Gilberto Cinema
Conheça!


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

AFINAL

Fernando Pessoa



 
Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.
Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente,
Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas
E toda a realidade é um excesso, uma violência,
Uma alucinação extraordinariamente nítida
Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,
O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas
Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.

Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,
Quanto mais personalidade eu tiver,
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,
Estiver, sentir, viver, for,
Mais possuirei a existência total do universo,
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora.
Mais análogo serei a Deus, seja ele quem for,
Porque, seja ele quem for, com certeza que é Tudo,
E fora d'Ele há só Ele, e Tudo para Ele é pouco.
 
Cada alma é uma escada para Deus,
Cada alma é um corredor-Universo para Deus,
Cada alma é um rio correndo por margens de Externo
Para Deus e em Deus com um sussurro soturno.

Sursum corda! Erguei as almas! Toda a Matéria é Espírito,
Porque Matéria e Espírito são apenas nomes confusos
Dados à grande sombra que ensopa o Exterior em sonho
E funde em Noite e Mistério o Universo Excessivo!
Sursum corda! Na noite acordo, o silêncio é grande,
As coisas, de braços cruzados sobre o peito, reparam

Com uma tristeza nobre para os meus olhos abertos
Que as vê como vagos vultos noturnos na noite negra.
Sursum corda! Acordo na noite e sinto-me diverso.
Todo o Mundo com a sua forma visível do costume
Jaz no fundo dum poço e faz um ruído confuso,
Escuto-o, e no meu coração um grande pasmo soluça.

Sursum corda! ó Terra, jardim suspenso, berço
Que embala a Alma dispersa da humanidade sucessiva!
Mãe verde e florida todos os anos recente,
Todos os anos vernal, estival, outonal, hiemal,
Todos os anos celebrando às mancheias as festas de Adônis
Num rito anterior a todas as significações,
Num grande culto em tumulto pelas montanhas e os vales!
Grande coração pulsando no peito nu dos vulcões,
Grande voz acordando em cataratas e mares,
Grande bacante ébria do Movimento e da Mudança,
Em cio de vegetação e florescência rompendo
Teu próprio corpo de terra e rochas, teu corpo submisso
A tua própria vontade transtornadora e eterna!
Mãe carinhosa e unânime dos ventos, dos mares, dos prados,
Vertiginosa mãe dos vendavais e ciclones,
Mãe caprichosa que faz vegetar e secar,
Que perturba as próprias estações e confunde
Num beijo imaterial os sóis e as chuvas e os ventos!

Sursum corda! Reparo para ti e todo eu sou um hino!
Tudo em mim como um satélite da tua dinâmica intima
Volteia serpenteando, ficando como um anel
Nevoento, de sensações reminescidas e vagas,
Em torno ao teu vulto interno, túrgido e fervoroso.
Ocupa de toda a tua força e de todo o teu poder quente
Meu coração a ti aberto!
Como uma espada traspassando meu ser erguido e extático,
Intersecciona com meu sangue, com a minha pele e os meus nervos,
Teu movimento contínuo, contíguo a ti própria sempre,

Sou um monte confuso de forças cheias de infinito
Tendendo em todas as direções para todos os lados do espaço,
A Vida, essa coisa enorme, é que prende tudo e tudo une
E faz com que todas as forças que raivam dentro de mim
Não passem de mim, nem quebrem meu ser, não partam meu corpo,
Não me arremessem, como uma bomba de Espírito que estoira
Em sangue e carne e alma espiritualizados para entre as estrelas,
Para além dos sóis de outros sistemas e dos astros remotos.

Tudo o que há dentro de mim tende a voltar a ser tudo.
Tudo o que há dentro de mim tende a despejar-me no chão,
No vasto chão supremo que não está em cima nem embaixo
Mas sob as estrelas e os sóis, sob as almas e os corpos
Por uma oblíqua posse dos nossos sentidos intelectuais.

Sou uma chama ascendendo, mas ascendo para baixo e para cima,
Ascendo para todos os lados ao mesmo tempo, sou um globo
De chamas explosivas buscando Deus e queimando
A crosta dos meus sentidos, o muro da minha lógica,
A minha inteligência limitadora e gelada.

Sou uma grande máquina movida por grandes correias
De que só vejo a parte que pega nos meus tambores,
O resto vai para além dos astros, passa para além dos sóis,
E nunca parece chegar ao tambor donde parte ...

Meu corpo é um centro dum volante estupendo e infinito
Em marcha sempre vertiginosamente em torno de si,
Cruzando-se em todas as direções com outros volantes,
Que se entrepenetram e misturam, porque isto não é no espaço
Mas não sei onde espacial de uma outra maneira-Deus.

Dentro de mim estão presos e atados ao chao
Todos os movimentos que compõem o universo,
A fúria minuciosa e dos átomos,
A fúria de todas as chamas, a raiva de todos os ventos,
A espuma furiosa de todos os rios, que se precipitam,

A chuva com pedras atiradas de catapultas
De enormes exércitos de anões escondidos no céu.

Sou um formidável dinamismo obrigado ao equilíbrio
De estar dentro do meu corpo, de não transbordar da minh'alma.
Ruge, estoira, vence, quebra, estrondeia, sacode,
Freme, treme, espuma, venta, viola, explode,
Perde-te, transcende-te, circunda-te, vive-te, rompe e foge,
Sê com todo o meu corpo todo o universo e a vida,
Arde com todo o meu ser todos os lumes e luzes,
Risca com toda a minha alma todos os relâmpagos e fogos,
Sobrevive-me em minha vida em todas as direções!


BANDEIRA DA PAZ


No dia 08 de agosto nosso Colégio recebeu a Bandeira da Paz vinda do Colégio Estadual Princeza Isabel. A turma apresentou uma performance com uma versão em inglês da música Biquini de Bolinha Amarelinha. No dia 17/08, foram nossos alunos que levaram a bandeira até o Colégio Estadual Santa Rosa.


terça-feira, 3 de maio de 2011

I CONCURSO NACIONAL DE VÍDEOS

O Colégio Estadual Dom Emanuel participou do I Concurso Nacional de Vídeos com dois filmes de um minuto de duração cada: A vida é bela e Viva a vida de cara limpa. Os vídeos foram enviados para Brasília e agora só resta aguardar o resultado.

Confiram o trabalho promovido pelos alunos, com o apoio da Dinamizadora do Laboratório de Informática Pollyanna e do Agente Administrativo Gilberto:



sexta-feira, 8 de abril de 2011

EVENTOS DA BIBLIOTECA DO CEDE


No ano de 2011, a Biblioteca José Furtado Pacheco já realizou vários eventos, com apresentação nas salas de aula e confecção de jornais mural. Confira as fotos:





quinta-feira, 31 de março de 2011

DIA MUNDIAL DA ÁGUA

No dia 22 de março comemora-se o Dia Mundial da Água. As alunas Brunna e Érika, alunas do 9º Ano A - Turno Matutino,  criaram um vídeo muito interessante sobre o tema  com a supervisão da Professora de Geografia, Nilva. Confiram o vídeo:




sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

TEATRO DE FANTOCHES

As bibliotecárias promoveram um teatro de fantoches que foi apresentado nas salas de aula e provocaram reações favoráveis de todos eles.